sábado, 8 de julho de 2006

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Quatro portugueses entre os melhores do Mundial

Ricardo (Portugal, considerado, pela FIFA, um dos três melhores guarda-redes do Mundial 2006

Quatro jogadores da selecção portuguesa de futebol (Ricardo, guarda-redes, em conjunto com Buffon (Itália) e Lehmann (Alemanha), o defesa Ricardo Carvalho e os médios Figo e Maniche, foram considerados, pela FIFA, as estrelas do Mundial 2006, na Alemanha.

Calinada em publicidade de um hipermercado


Como pode ver-se nesta reprodução de um panfleto de publicidade distribuído por um hipermercado da Figueira da Foz, a anunciar uma cama de viagem para criança, a mesma inclui MOSQUETEIRO, ou seja um “soldado pertencente à infantaria e armado do mosquete (arma de fogo antiga, portátil, com o feitio de uma espingarda…”).
Portanto, criança segura…

E já agora, não quereria o tal hipermercado referir-se a MOSQUITEIRO, que é uma cortina, geralmente em tule, que se coloca à volta de uma cama, para resguardar dos mosquitos…”?
Não há dúvida de que os atropelos à língua portuguesa são pão-nosso de cada dia.

AJM

Para a história da Figueira - V

Uma história de badaladas

Recuemos até 1918.
Recolhi do Anuário Figueirense, um capítulo interessante sobre a forma de alerta e de informação sobre os locais onde se pudessem verificar incêndios.
Então, os Bombeiros convencionaram:

Tabela de toques de incêndio

1.ª zona: Do Nascente à Rua 10 de Agosto – 6 badaladas
2.ª zona: Da Rua 10 de Agosto à Praça Nova e Entre-Muros – 8 badaladas
3.ª zona: Da Praça Nova, Rua Nova e Entre-Muros à Praia da Fonte – 10 badaladas
4.ª zona: Da Praia da Fonte ao Poente da cidade – 12 badaladas
Fora da cidade:
Praia de Buarcos – 13 badaladas
Buarcos – 14 badaladas
Tavarede – 15 badaladas
Noutras localidades – 17 badaladas.

O que era preciso era estar com a maior atenção para contar as badaladas…

AJM

Poesia

Liberdade

Ambicionava usufruir a liberdade dos cisnes
que volteiam nos lagos do jardim,
a liberdade dum plátano verdejante
osculando as suas águas ternamente.
A própria liberdade das crianças
que aos cisnes oferecem o pão do seu amor,
a liberdade da água que goteja
nas gargantas das pombas sequiosas...

Ser livre como as almas sonhadoras
liberto do fardo dos costumes,
ser livre como as aves que me cercam
felizes pela entrega deste milho
que lhes dou em renúncia do meu ser...

Eu queria serrar os elos das correntes
que me arrastam na prisão da minha era,
aspirar profunda e livremente
a liberdade daqueles que são livres!

Aníbal José de Matos (do livro "Esperanças", 1976)

O pensamento do dia

Manobras de diversão
Durante a primeira metade da nossa vida temos a capacidade de nos divertirmos sem a oportunidade; na outra metade, temos a oportunidade sem a capacidade.
Mark Twain

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Para Cracóvia (Polónia)

Para um figueirense, de nome Alberto, na Polónia.
Foi um prazer saber que está atento às considerações que vou tecendo.
No caso vertente, penso que terá razão nas suas ilações. Na verdade, temos outras selecções com técnicos estrangeiros.
Mas o resto também não deixa de ser verdade.
Disponha sempre, e obrigado pelo seu estímulo.
Um abração e votos de felicidades.

Aníbal José de Matos

Que chatice!


Fiquei abismado com a notícia que acabo de ouvir da rádio:O IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico, antigo Instituto Portugues do Património Arquitectónico) não autorizou a abertura do túmulo de D. Afonso Henriques, no mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra.
Não bastava Portugal estar de luto pela "morte" dum sonho, o de ser campeão do mundo de futebol, e acontece mais esta.
Ai se D. Afonso Henriques voltasse a apanhar a mãe a jeito...
Nota: Sinceramente estava a brincar com coisas sérias. A intenção de abrir o túmulo tem sentido histórico, cultural e arqueológico. Não consegui é saber, por agora, as razões que levaram a tal decisão.

AJM

Caso Mateus volta à primeira forma...


Afinal o Gil Vicente mantém-se na Liga ou desce?

É que, segundo um despacho da Lusa, de hoje, e passo a transcrever, "O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anulou hoje o acórdão da Comissão Disciplinar da Liga de clubes que confirmava a permanência do Gil Vicente na Liga e a despromoção do Belenenses à Liga de Honra.
Com esta decisão, a Comissão Disciplinar da Liga terá de decidir novamente o denominado "caso Mateus", mas desta vez sem a participação no processo do seu vogal Domingos Lopes, que é filho do ex-vice-presidente do Gil Vicente Constantino Lopes, o qual entretanto apresentou a demissão do cargo.
A decisão do Conselho de Justiça da FPF surgiu após recurso apresentado pelo Belenenses, que reclama a despromoção do Gil Vicente - e a sua consequente manutenção no escalão principal - por o clube de Barcelos alegadamente ter recorrido aos tribunais civis.
Em causa estava a inscrição do avançado internacional angolano Mateus como profissional pelo Gil Vicente, em Janeiro, depois de o jogador ter sido utilizado na última época pelo Lixa com o estatuto de amador.
Como os regulamentos não permitem que um jogador amador seja inscrito na mesma época como profissional, o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto obrigou, numa primeira fase, a Liga a aceitar a inscrição do futebolista, mas depois acabou por recuar na decisão.
Ao contrário do que argumenta o Belenenses, o Gil Vicente alega, no entanto, que foi o próprio jogador, e não o clube, quem recorreu para os tribunais civis.
O caso, decidido por um voto de qualidade do presidente Gomes da Silva, após um empate 2-2, provocou uma séria clivagem no seio da Comissão Disciplinar da Liga, levando mesmo os vogais vencidos, Pedro Mourão e Frederico Cebola, a apresentarem o seu pedido de demissão".

Quem quer mal a Scolari?

Portugal, em termos de futebol, acaba de fazer história no campeonato do mundo de futebol.
Uma das quatro melhores selecções mundiais, tem, segundo Júlio Magalhães (conhecem, não é verdade?), o azar de ter como seleccionador um estrangeiro!
Conforme escreveu, na edição de hoje num diário desportivo nacional, “todas as críticas que tenho feito, assentam sempre no mesmo princípio: não concordo com o facto de à frente de uma Selecção Nacional, seja ela qual for [um rebate de consciência e lá se lembrou ele doutros países], estar um treinador estrangeiro.
Depois, fala dos heróis de 1966. Parece que o senhor Júlio Magalhães se esqueceu de que também, nessa altura, quando Portugal conseguiu o seu maior feito futebolístico, a selecção também era comandada por um estrangeiro: Otto Glória, que somou êxitos nos três maiores clubes nacionais.E acrescenta: “Não nos podemos queixar da sorte, ou da famosa “santa” que nos ajudou a chegar às meias-finais”.
Ah, é verdade, lá me ia esquecendo. Vejam este naco de prosa: “…não faltam treinadores. Mourinho é um deles (não me importava nada que acumulasse o Chelsea com a Selecção)…”
Um aparte: os ingleses iam adorar…A concluir e como resposta: Maria Dulce Gil, de S. Domingos de Rana, comenta, na edição de hoje da “Visão”: “Os resultados devem-se a boa gestão e liderança. Hoje e em 1966 temos seleccionadores. A nível político, será necessário recorrer a dirigentes estrangeiros?”.
Mais comentários, para quê?
AJM

Este português…

Nem mais nem menos...


A cada passo deparamos com calinadas de todo o tamanho. Então a língua portuguesa sofre tratos de polé.
A imagem que reproduzimos encontra-se em vários locais dum suposto gabinete de estética, mas a quem resolveram chamar “gabinete de estéctica”.
Não sei se existe – penso que não – na Câmara Municipal da Figueira da Foz, um gabinete de verificação dos atropelos à ortografia com que deparamos um pouco por todos os lados, em estabelecimentos comerciais, nas ementas, etc.
Esta é mais uma de cabo de esquadra.
A preciosidade ortográfica situa-se num dos hipermercados da Figueira da Foz.
AJM

O pensamento do dia

Um estudante da universidade tem que saber tudo. Um professor assistente tem que saber em que livros procurar aquilo que professor quer saber. O professor tem que saber onde encontrar o professor assistente.

Adrienn Kiss. Hungria

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Ecos do Portugal (0) - França (1)

Jogadores portugueses choram o fim do sonho



Zidane comemora a vitória sobre Portugal


Alguns títulos da imprensa estrangeira acerca da vitória da França sobre Portugal, nas meias-finais do mundial 2006:

O Globo (Brasil) - "Carrasco" Zidane coloca a França na final.

Folha de S. Paulo (Brasil) - Fim de ciclo: Luiz Felipe Scolari vê fim de invencibilidade de 19 partidas no comando de Portugal.

Diário do Grande ABC (Brasil) - Portugal teve mais garra, assustou um pouco mais, reclamou de um penálti não marcado e terá, ao menos, o consolo de disputar o terceiro lugar.

Sonho morre aos pés de Zidane

Zidane e Figo no princípio do jogo (imagem de Le Monde)

Tinha que ser ele. Zidane, a estrela da selecção francesa, acabou com o sonho dos portugueses, marcando, de grande-penalidade, o golo que decidiu a meia-final.
À selecção nacional portuguesa resta, agora, repetir o êxito de 1966, subindo ao terceiro lugar do pódio caso vença a Alemanha no próximo sábado.


AJM
Faltam menos de três horas para que este homem (Scolari), dê uma nova alegria aos desportistas portugueses.
Não se esqueça. Às 20h00, Portugal-França, jogo que decide quem vai defrontar a Itália, na final do campeonato de mundo de futebol 2006, que está a disputar-se na Alemanha.

Assim se faz jornalismo...

Por favor, leiam este naco de prosa, a que não alterámos uma vírgula, respeitando religiosamente a ortografia, assinado, em Editorial, pelo director dum jornal da Figueira da Foz:
"Pois é, é que antigamente o mundo era uma coisa muito grande, demoravam imenso tempo para ir de Lisboa a Paris ou de Paris a Bombaim ou de Bombaim à Casa Branca Blanca enfim era tudo muito longe, agora em segundos sabemos tudo o que se passa no mundo, agora o mundo é muito pequeno, ainda no passado recente à cerca de 5 anos um amigo meu chegou a África e foi ao banco abrir uma conta, pouco importa qual era a importância do depósito, o gerente do banco perguntava com que banco trabalhava em Lisboa e se não tinha incidentes bancários, o meu amigo respondeu não, não tenho problemas, o gerente pediu-lhe 10 minutos e 10 minutos depois sabia que o meu amigo não tinha cheques, nem cartões de crédito, nem qualquer crédito, meus amigos o mundo é muito pequeno, vamos fazer com que o espaço que nos é emprestado em quanto cá andamos não é suberbamente ocupado, vamos viver com todos os habitantes do mundo, não vamos pisar os outros, vamos respeitar tudo e todos para que a vida não seja um inferno tanto a nossa como a dos outros e porque o mundo virou vamos repor tudo no sítio para uma vida digna de paz respeito e amor".
Esperou que tenham respirado bem fundo para lerem duma assentada este "curto" parágrafo. E
mais nada. "Jornalismo" é assim mesmo...

Feriado em Coimbra…dia Santo na Figueira

Já vem dos velhos tempos a imprescindível deslocação dos conimbricenses à Figueira. Muitos aqui adquiriram casas de fim-de-semana e, sempre que têm uma aberta, aí estão eles, regaladinhos ao Sol, nas praias ou, dentro dos automóveis, a dormirem na marginal.
Dizia-me um amigo, há tempos, que não tinha conhecimento de algum figueirense que fosse passar férias a Coimbra, mas, ao invés, a cidade da Praia da Claridade enchia-se de gente oriunda da chamada cidade universitária, para aqui gozarem a sua vilegiatura.
A propósito, ontem, 4 de Julho, foi feriado municipal em Coimbra. Só que, uma esmagadora maioria de gentes de Coimbra preferiu ir de abalada até à Figueira, e na cidade da Foz do Mondego até parecia ser dia Santo.
As praias encheram-se, não havia, praticamente, um lugar para estacionar ao longo das marginais. Pois é: era feriado em Coimbra! Hoje, não direi que as praias estão desertas, mas a afluência diminuiu substancialmente.
A verdade é que em Coimbra, o rio não passa dum basófias, e na Figueira da Foz, há rio e mar que cheguem e ainda sobra pano.


AJM

O pensamento do dia

Antes de comprarmos algo, seria bom pensarmos se não poderíamos passar muito bem sem essa coisa.
John Lubbock (1803-1865)
Astrónomo e matemático britânico

E continua...


Alegados traficantes detidos pela PJ
Da edição do "Público", de 4 de Julho:

"Os seis alegados traficantes, detidos na sequência de investigações separadas da PJ, integravam um grupo que actuava em Coimbra e outro nesta cidade e na Figueira da Foz, podendo nos dois casos comercializar drogas que "iriam para diferentes localidades" do centro do país.
Com idades entre 23 e 62 anos, os homens integravam dois grupos diferentes e foram detidos nos últimos dias em Coimbra pela presumível autoria de crimes de tráfico de droga.
Identificados pela PJ como responsáveis por actividades ilícitas de "médio tráfico", os arguidos "vendiam a droga a pequenos traficantes da Região Centro", segundo a mesma fonte policial.
Na sequência das investigações, "com o objectivo de aniquilar segmentos de tráfico de estupefacientes na Região Centro", foram apreendidas 17.500 doses individuais de pólen de haxixe e 2500 de cocaína.
Foram também apreendidas duas viaturas, uma arma de fogo e 11.950 euros em numerário, além de "diversos apetrechos usados no manuseamento da droga".
Após um primeiro interrogatório judicial, quatro arguidos ficaram em prisão preventiva e os restantes sujeitos a apresentações periódicas às autoridades".

“Perdi o bebé”

Confesso. Hoje o almoço soube-me a fel.
Se é certo que nem tudo são rosas, por vezes os espinhos conseguem torturar-nos.
Hoje fui almoçar ao restaurante aonde, de quando em vez, tomo as minhas refeições.
Já tinha reparado, há alguns dias, que a fisionomia da anfitriã não era a correspondente aos seus melhores dias, longe disso.
Ela, sempre alegre, contagiando tudo e todos, proporciona-nos uma estada agradável. É uma companhia que nos dá imensa satisfação.
Finalmente, hoje, pela sua boca, soube a razão da sua expressão triste dos últimos dias.
Entre impertinentes lágrimas, confessou-me: “Perdi o bebé”.
Senti um calafrio perante o sofrimento duma mulher, boa, que perdera um sonho. Por agora, digo eu.
O amor por uma criança que não chegou a nascer contrasta com a leviandade com que certas “mães” tratam os seus filhos.
Minha cara amiga: a vida continua, e porque é uma pessoa de bem, Deus vai recompensá-la. Disse-me que "Deus não existe". O sofrimento de momento levou-a a proferir essas palavras. Mas vai ver que Deus existe mesmo. Tenha fé. O futuro é já amanhã.
Ele não dorme.
AJM