
Futebol e Arbitragem
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O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Hermínio Loureiro, ressaltou, ontem à noite, no Casino da Figueira da Foz, o facto de que “em Portugal discute-se muito pouco futebol, pois as discussões são mais clubísticas do que futebolísticas”.
O responsável pelo futebol profissional falava durante uma tertúlia sobre futebol e arbitragem, organizada pelo Núcleo de Árbitros de Futebol da Figueira da Foz, que, deste modo, assinalou o seu 22.º aniversário.
Entre outras alusões à prática desportiva, concordou em que “precisamos todos de tratar melhor o futebol, referindo-se a todos os agentes envolvidos”.
Respondendo a questões colocadas, afirmou que “estamos mais preocupados em ver os erros dos árbitros, discutindo as coisas acessorias e esquecendo o jogo, o espectáculo”.
Teceu algumas considerações sobre a pouca afluência de público aos estádios, especificando algumas razões, entre as quais os horários dos jogos: “Para a próxima época haverá horários concretos e programação atempada”.
Ainda sobre a arbitragem e, particularmente, sobre a sua profissionalização, lá foi dizendo que, embora seja um assunto que está a ser estudado, “com a profissionalização não vão acabar os erros dos árbitros”.
Um dos temas abordados foi o dos salários em atraso, dizendo que “não se pode alterar estas situações dum momento para o outro”, acrescentando que “vamos procurar sistematicamente encontrar mecanismos para acabar com esta situação”.
Hermínio Loureiro não se esqueceu de abordar o futebol de formação, dizendo que “merece uma reflexão profunda”, salientando o papel que, nesse capítulo, em tempos foi desenvolvido por Carlos Queirós.
A tertúlia foi moderada pelo jornalista Carlos Daniel.