terça-feira, 30 de maio de 2006

Vamos falar de desporto

No passado dia 13 deste mês de Maio de 2006, foi lançado, na Escola Superior de Educação de Leiria, o livro intitulado “Vamos falar de desporto”, da autoria do Professor Rui Matos, natural da Figueira da Foz, onde nasceu a 13 de Fevereiro de 1966, licenciado e mestre em educação física, e docente naquele estabelecimento de ensino.
Trata-se da compilação de crónicas publicadas no período de 18 de Setembro de 2002 a 10 de Setembro de 2003, no jornal “Correio da Figueira”, na altura dirigido pelo responsável por este blogue, pai do autor da obra apresentada e a quem o livro é dedicado.
No intróito, o autor formula um desejo: “Que este livro ajude a que se pense cada vez mais em Actividade Física e em Desporto para as Crianças e cada vez menos em Crianças para o Desporto!”.
Aqui se transcreve a primeira das crónicas constantes da obra:

“A aprendizagem nos (dos) desportos colectivos: escalões de (de) formação

O ensino-aprendizagem nos desportos colectivos, no que aos denominados escalões de formação diz respeito, está repleto de equívocos, começando desde logo pela forma como é encarado, isto é, sendo visto como o “parente pobre” do percurso desportivo; na realidade, desde a falta de apoios aos mais variados níveis até aos treinadores por eles responsáveis, bastas vezes principiantes nestas “andanças”, é fácil verificar que os escalões de formação, que deveriam constituir a (sólida) base onde, posteriormente, mais “altos valores” se poderiam levantar, são aqueles mais votados ao “abandono”, ao “Deus dará”. É costume dizer-se que Portugal é o país do “desenrasca”, dos improvisadores, mas em matéria de desenvolvimento, nomeadamente o desportivo, é impensável que nos saia a lotaria sem ao menos…jogarmos!
Se o trajecto da ALFABETIZAÇÃO MOTORA à ESPECIALIZAÇÃO DESPORTIVA não for devidamente estruturado, construído com extrema paciência e competência, sem “comer” etapas, dificilmente se poderá esperar uma prática desportiva futura de qualidade. Infantis brilhantes, juvenis médios, seniores medíocres? Não, obrigado!”.
AJM

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