A propósito...
Disse eu ao mar, naquela tarde: cala-te!
E o mar obedeceu.
E disse ao vento: pára!
E o vento obedeceu.
E o silêncio do céu caiu, sereno,
Sobre o mundo pequeno.
O temporal das nuvens,
Neste céu de presságio,
Parte o leme do barco.
Homens sem fé: ainda é tempo
de suspender as ondas do naufrágio!
Campos de Figueiredo, em Notícias do Comércio, edição de 1 de janeiro de 1945.
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