Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

Ponte velha na Figueira da Foz

Os pilares da memória
A velha ponte, saída do projeto das fábricas Eiffel,
no dia da inauguração


Este um dos pegões que restam,
lembrando o velho monumento,
desmantelado após a construção da nova ponte

Outro dos antigos pilares da ponte velha,
na margem sul do Mondego,
com uma âncora no topo,
recordando a ligação da Figueira da Foz
à faina da pesca.

Neste marco, à entrada da velha ponte,
também na margem sul do rio,
pode ler-se:
"O.P. [Obras Públicas] -
J.A.E. [Junta Autónoma das Estradas]
Grande Reparação - 1952.

Em 12 de março de 1982, aquando da inauguração da Ponte Edgar Cardoso, na Figueira da Foz (Portugal), escrevia eu numa edição especial do Diário de Coimbra, um artigo sob o título "Do sonho à realidade":

"Corria o ano de 1907. O Infante D. Manuel, último rei de Portugal, saía de Leiria pelas 5 da madrugada, e cerca das 10 horas, montando o seu belo cavalo, passava sobre as águas do Mondego, transitando na ponte férrea que dá os últimos passos na história da Figueira da Foz.
Era então um magnífico expoente da técnica. Ponte que demonstrou uma extraordinária resistência, autêntico monumento que a exigência dos nossos dias não permite que se perpetue fisicamente, mas que, sem saudosismos ridículos, reflete muito da alma figueirense, tem muito a ver com a história destes cem anos que se completam em setembro próximo.(...)"

Para a história da Figueira da Foz.

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