domingo, 22 de dezembro de 2013


5.ªs de leitura
na Biblioteca da Figueira da Foz

 

Com o ano de 2013 praticamente a terminar, é já conhecida a primeira convidada da próxima edição do projeto «5as de Leitura», agendada para 23 de janeiro, às 21h30, na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz. Ana Luísa Amaral, poeta, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigadora, entre outras matérias, de Estudos Feministas e Estudos Queer, vai apresentar ao público figueirense o seu livro de estreia na prosa, o romance «Ara» (edição sextante).

A última edição de 2013 das «5as de Leitura», realizada no passado dia 12, contou com a presença do escritor viajante, o figueirense Gonçalo Cadilhe, que apresentou “A Ditadura das Raízes”.

 


Se não tivesse nascido nesta cidade (Figueira da Foz) é provável que nunca tivesse desenvolvido o gosto pelas viagens”, disse o autor.

Apesar de não exercer, profissionalmente, a sua área de formação – Licenciatura em Gestão de Empresas – Gonçalo destaca que “nunca” deixou de ser gestor.

Perceber a altura ideal para avançar com novos projetos e encontrar fundos para eles, não é mais do que uma Análise de Risco”, explica. Gonçalo Cadilhe tem passado para os livros toda a experiência vivida nas dezenas de viagens que tem realizado.

Para além dos dez livros já publicados, Gonçalo Cadilhe é autor, entre outros, de um documentário, realizado para a RTP2, resultado de uma viagem pelos lugares da vida de Fernão de Magalhães.

Viajo profissionalmente e, talvez, a parte mais dolorosa deste trabalho é recusar todas as solicitações que o destino me vai propondo”, reflete, lembrando que cada viagem acarreta em si um objetivo definido de acordo com o projeto a desenvolver.

Viajo com muito peso. Esse peso são os livros que me acompanham ao longo da viagem”, disse.

Questionado pelo público sobre «qual o lugar, país em que se sentiu em casa», Gonçalo Cadilhe foi perentório na sua resposta: “a Figueira da Foz é o único local onde me sinto verdadeiramente em casa”.

Existe uma ditadura das raízes, uma «prisão» que nos liga ao lugar onde nascemos”, realça.

 

De sublinhar que ao longo dos últimos quatro anos, mais de duas mil pessoas assistiram às «5as de Leitura», um projeto que acolheu 42 autores.

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