"In nomine"
O nome da gente é como brasão de armas. Nele se perpetua a linha contínua de cada geração através dos séculos, com seus louros e misérias, honras e vergonhas, virtudes e vícios. Nomes de salvação e nomes de perdição. Nomes que soam como clarins de glória. Nomes cobertos de crepes e de ouropéis. Nomes lindos. Nomes feios. Nomes sonantes e nomes apagados.
O nome nasce com a pessoa e fica para sempre, mesmo para além da morte. Como a alma, como a essência do homem. O nome ramifica. Ao tronco comum acrescem apelidos, cognomes, alcunhas... Vêm de todas as proveniências: do reino animal, do reino vegetal, do reino mineral, dos elementos visíveis e invisíveis que compõem o Universo, de hábitos adquiridos, da condição social do berço, de tudo o que o homem faz e diz. Assim deve ser, porque o homem foi constituído rei da Terra e candidato ao Céu ou ao Inferno.
Jaime Vilar (in Selecções do Reader's Digest)
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