terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O Presidente falou


Mensagens do Presidente da República

 

Em 1 de janeiro de 2012, o discurso foi assim:

 

2012 será um ano de sacrifícios para muitos Portugueses. Mas será igualmente um ano em que a fibra do nosso povo virá ao de cima.

Não nos resignamos. Somos um povo que se agiganta quando as adversidades são maiores e mais difíceis de superar.”

 

Hoje, foi este o tom, de que destaco algumas passagens:

 

“A execução do Orçamento irá traduzir-se numa redução do rendimento dos cidadãos, quer através de um forte aumento de impostos, quer através de uma diminuição das prestações sociais.

Todos serão afetados, mas alguns mais do que outros, o que suscita fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios.”

 

“Por minha iniciativa, o Tribunal Constitucional irá ser chamado a pronunciar-se sobre a conformidade do Orçamento do Estado para 2013 com a Constituição da República."

 
“São muitos, e cada vez mais, os que se interrogam sobre a razão dos sacrifícios que lhes são exigidos e se esses sacrifícios serão realmente necessários e úteis.”

 

“Os cidadãos anseiam saber se vale a pena o esforço que estão a fazer e se, no final, o País chegará a bom porto.”

 

O ano 2013 vai ser um ano difícil.        [A mesma conversa de 2012...]

Mas pode ser também um ano em que se comece a alterar a tendência negativa que se verifica na produção nacional e no emprego, um ano em que o clima de confiança melhore e o investimento das empresas comece a crescer.”

 

“Desejo que, com sentido patriótico, e a pensar acima de tudo nos Portugueses, o Governo, as forças políticas e os parceiros sociais trabalhem ativamente para que, já em 2013, se inicie um ciclo de crescimento da economia.”

 

“O povo português tem dado mostras de um sentido de responsabilidade que deveria servir de exemplo para os nossos agentes políticos.”

“Os Portugueses merecem um tempo melhor, para si e para os seus filhos, para as novas gerações.”     [Esta até faz chorar...]

 

Pois é. Só que, tal como no ano anterior, o Tribunal irá pronunciar-se no sentido de que “já que está deixa estar…”, muitos dos cortes são inconstitucionais mas só… para o ano!!!

A mesma música para comover os portugueses... Vocês vão ver.

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