segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008


A minha opinião






Conta-me como foi





Em Espanha, a produção inicial intitulou-se “Cuéntame como pasó”, e já vai na sua sétima temporada. Em Portugal, em horário nobre da RTP, Rita Blanco, Miguel Guilherme e o pequeno Luís Gamito protagonizam “Conta-me como foi”.
Atrevo-me a dizer que se trata duma das melhores séries apresentadas na televisão nacional.
Na versão portuguesa, a história inicia-se no final dos anos 60, e é narrada na visão de uma criança de nove anos (Luís Gamito). Se no país vizinho, os últimos anos do franquismo foram o mote para o pontapé de saída, em Portugal, esta crónica sócio-política, que retrata o país de então em diversas vertentes, como a política, o dia-a-dia, as questões familiares, etc., leva-nos até um passado que para muitos não deixou boas recordações, mostrando ainda sua evolução histórica, uma vivência de 1968 até aos dias de hoje.
Se em Espanha foi um sucesso, em Portugal está, igualmente, a ser um êxito, tendo obrigado, tanto quanto sei, a uma exaustiva pesquisa, trabalho altamente meritório que está à vista.
Coisas de bairro, conversas do quotidiano, um desenrolar histórico embora enquadrado em obra de ficção, são ingredientes para que o espectador esteja atento e siga, com interesse, este “doce” que, o que nem sempre acontece, a RTP nos oferece.
Acabo de ver mais um episódio e, francamente, gostei, como aliás tem acontecido com todos os outros que tenho seguido com expectativa e prazer.
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Aníbal José de Matos


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