quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Naval 1.º de Maio em crise

Presidente da Câmara
defende eutanásia
mas moribundo resiste
Começa a diluir-se a "sentença" do escritor figueirense Carlos Sombrio (pseudónimo de António Augusto Esteves), quando afirmou que a Naval 1.º de Maio era "obra sonhadora do Povo, erguida pelo Povo, mantida pelo Povo - será eterna como a alma do próprio Povo".
O emblema figueirense transita pela maior crise da sua existência, crise marcada por um início que teve como base o incêndio que destruiu a sua sede e com ela grande parte do património histórico.
Lá diz o ditado que "quem ao mais alto quer subir ao mais baixo vai cair" e a subida e permanência no escalão maior do futebol nacional teve o seu preço e lançou o clube pelo desfiladeiro das desilusões.
Endividado, desacreditado, inclusive pelas altas instâncias do futebol mundial, agoniza num oceano de incertezas qual corpo inerte sem destino.
Espera por um milagre, e, numa situação inédita no seu historial, um presidente da Câmara apresentou uma sugestão cujo significado é dum enorme alcance e faz tremer a memória de quantos, ao longo dos seus 120 anos de existência, tanto fizeram para o seu nascimento e manutenção.
João Ataíde, presidente da edilidade figueirense, sugeriu a extinção do clube e criação dum outro em sua substituição.
Ao que consta, o ainda presidente do clube e da SAD navalista, Aprígio Santos, terá recusado enveredar por esse caminho, preferindo que o emblema vegete à espera duma solução a surgir sabe-se lá de onde.

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