quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Para a história da Figueira da Foz CCLXXI

Manuel Dias Soares
75 anos sobre a sua morte
 
Completam-se hoje, 7 de agosto, 75 anos sobre a data do falecimento do figueirense Manuel Dias Soares.
Manuel Dias Soares nasceu na Figueira da Foz, numa casa da Rua dos Ferreiros, a 9 de Novembro de 1867, dedicando-se à música, desde muito novo, (ele que exerceu a profissão de gravador de pratas), sendo um dos mais dedicados regentes da Filarmónica Dez de Agosto. Sob a sua regência, e face aos êxitos obtidos por aquela Banda, esta foi galardoada com o título de Real, após uma brilhante acuação no Mosteiro da Batalha em 1908, perante o Rei D. Carlos.
Em 1907, assumiu as funções de diretor musical do extinto Rancho do Vapor, para a qual viria a musicar a célebre Marcha do Vapor, marcha-hino daquele agrupamento folclórico.
São inúmeras as produções de Manuel Dias Soares, sendo a mais antiga a que musicou a Opereta "O Privado do Sultão", de Mendes Leal.
Dirigiu a Fanfarra, agrupamento recrutado entre sócios das duas filarmónicas locais, e cujo primeiro ensaio teve lugar no Teatro-Circo Saraiva de Carvalho (hoje Casino da Figueira), em 14 de Janeiro de 1893.
Em 1915, organizou uma orquestra sinfónica, embora de curta duração, tendo-se esta apresentado, no concerto inaugural, numa nas salas da Casa do Paço.
Canção dos Ventos, Canção das Velas Soltas, Canção de Maria, Marcha Maruja, Devaneio, etc., tiveram a sua assinatura musical.
A Marcha do Vapor ficou como símbolo dum artista que viu a luz do dia na Figueira. A melhor homenagem que lhe foi prestada foi a Câmara Municipal tê-la consagrado, oficialmente, como Hino da Figueira da Foz.
 

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