sábado, 7 de junho de 2014

Jorge de Santiago Pinto

Asas Quebradas

 


Ao longe no horizonte
No cimo daquele monte
As aves não fazem ninhos
Não há rios nem levadas
Também as asas quebradas
Já não movem os moinhos.

Nas sombras das tardes calmas
Ouvem-se choros das almas
No silêncio do Sol-posto
Os tempos estão mudados
Há os efeitos marcados
Nas rugas de cada rosto.

Há o sussurro do vento
Que nos traz o seu lamento
Tristeza que bate à porta
É a tela dum pintor
Que pinta já sem amor
Esta... Natureza morta.

Santiago Pinto

 
Jorge de Santiago Pinto, natural de Vila Nova da Barca (Montemor-o-Velho), falecido há precisamente cinco anos (maio de 2009), foi jornalista, fundador e diretor da II Série do jornal "Correio da Figueira" de que fui chefe de redação.
Santiago Pinto tinha veia poética, desenhava e escrevia, fazendo ele próprio a paginação do jornal que nasceu quando ele ainda residia na Benedita.
Faleceu com 82 anos.
Aqui fica uma amostra da sua obra poética.

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