segunda-feira, 4 de maio de 2015

Opinião



“Os partidos da oposição tradicional são uma ficção de oposição, pois nunca constituíram (por vontade própria ou por incapacidade política) uma efetiva alternativa de governo. O PSD sucede impreterivelmente ao PS e este substitui inexoravelmente aquele, seja qual for a gravidade dos erros ou os crimes que cada um deles tenha cometido no governo. O PCP, vigiado pela extrema-esquerda (primeiro a UDP e depois o BE), faz sempre aquilo que melhor sabe fazer: organizar greves e manifestações. Todos sabem que, na altura da prestação de contas (eleições), o partido que está de saída voltará depois de o seu sucessor mostrar que é igual a si, ou seja, depois de fazer o mesmo ou pior do que o anterior. A situação atingiu, pois, a mesma viscosidade política que o Partido Progressista e o Partido Regenerador criaram no final do século XIX.”
 
António Marinho e Pinto (eurodeputado), ao "CORREIO DA MANHÃ"

Sem comentários: