domingo, 27 de setembro de 2015

Eleições em Portugal



 

 Um país triste mas em festa

 

Estamos a dois passos de mais um episódio da democracia à portuguesa.

No próximo domingo, véspera da data que assinala a implantação da república (115 anos), o país vai a votos, ou melhor, uma pequena parte dos cidadãos deste Portugal à beira mar plantado, vai participar numa autêntica farsa, sem ter a mínima noção do percurso que o seu ato vai provocar.

Está mais do que demonstrado – e não venha o mais pintado dizer o contrário – que neste país não há alternativas; existem alternâncias que o passado já demonstrou não servirem minimamente o interesse da maioria dos portugueses, facilitando, sim, o caminho dos que continuam a governar-se ao nível dos que governam.

A campanha tem sido um fracasso, ou melhor (pior) tem demonstrado o ridículo, inclusivamente o  cultural, dos candidatos, em que o insulto, a mentira e o engodo têm sido a pedra de toque para os seus discursos inócuos.

Uns pretendem continuar a política que bem conhecemos, outros (que internamente cometeram verdadeiras traições com objetivos oportunistas), querem o poder a todo o custo e fornecem, a granel, comprimidos para sonhos cor-de-rosa; outros ainda, de apregoadas esquerdas, já, finalmente, se assumem como candidatos a quaisquer lugares nas cadeiras da governação, em coligação seja com quem for.

Temos ainda os que, à falta de melhor, não vão além da pretensão de um assento entre os dorminhocos parlamentares pura e simplesmente para, quando em pausa do ronco, protestarem contra tudo e contra todos e alinharem nas manifestações a propósito de tudo e de nada.

Tudo para que o vencimento no fim do mês tenha um mínimo de justificação.

Para concluir, dir-se-á que as inteligências, as capacidades, as iniciativas e o empreendedorismo estão afastados por léguas dos canais da decisão. Esses não são parvos.

Em suma: a partir de 5 de outubro fica tudo na mesma como a lesma.

E não há ninguém que não saiba que vai ser assim mesmo.

 

AJdeMatos

Nota: Esre artigo também pode ser lido no jornal eletrónico O BEIRÃO ONLINE, superiormente dirigido pelo colega e Amigo Joaquim Duarte Pereira (Zé Beirão) e mereceu o seguinte comentário doutro companheiro e Amigo, Amorim Lopes, um dos mais antigos redatores de A FOLHA DE TONDELA e que, pela oportunidade,  tomo a liberdade de reproduzir: 
"Bravo. Bato palmas e aplaudo, de viva voz.
Infelizmente a cegueira dos portugueses, ou de uma grande parte, é latente há 41 anos.
Além de toda a tristeza, acresce ainda o facto de os milhões que estas fantochadas custam a todos os contribuintes.

Deus nos valha e nos livre de todos os escroques que existem cada vez em maior número neste Portugal à beira mar "encravado".Amorim

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