segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Figueira balnear desaparecida


Na Europa Ocidental, durante o século XIX, inicia-se a vulgarização do acesso às estâncias balneares, de forma particular às praias. O mesmo sucedeu na Figueira da Foz a partir da década de 40 do século XIX. “Ir a banhos” torna-se uma “tendência” pelos fins terapêuticos mas também como ato social de recreio.
Para fazer da cidade a praia elegante que se veio a tornar, muito ajudou a edificação do Bairro Novo, onde se instalam os banhistas espanhóis e as famílias distintas de Coimbra, das Beiras, Alentejo e Lisboa. As manhãs são passadas na praia e a tarde e a noite acolhem os banhistas em diversas atividades lúdicas e culturais: casinos, cafés, teatros, touradas, regatas, ténis, passeios e atividades infantis fazem parte do quotidiano balnear.
Por volta de 20 de outubro encerram os casinos e está ditado o fim da época balnear. A “Rainha das Praias” só o voltará a ser no ano seguinte.
 
 
O documentário Figueira Balnear Desaparecida, apresentado no âmbito do Figueira Film Art – Festival de Cinema da Figueira da Foz, é profusamente ilustrado com imagens da coleção do Arquivo Fotográfico Municipal e enriquecido com testemunhos de figueirenses que viveram os dias dourados da Figueira da Foz ou que deles guardam memórias.

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