sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Figueira Film Art


Jorge Pelicano
 no Festival de Cinema
da Figueira da Foz
 
 
"Para-me de repente o pensamento/ Como que de repente refreado/Na doida correria em que levado/Ia em busca da paz, do esquecimento..." Assim começa o poema publicado em 1915 na revista "Orpheu", da autoria de Ângelo de Lima. Em 1894, o poeta e pintor foi internado no Centro Hospitalar Conde de Ferreira (Porto) com o diagnóstico de "delírio de perseguição". Para reencontrar a personagem para a sua peça de teatro, o actor Miguel Borges decide passar três semanas com os actuais pacientes do hospital. Durante esse tempo, partilha com eles as conversas, as refeições, as terapias, o café e os cigarros. O documentarista Jorge Pelicano ("Ainda Há Pastores" e "Pare, Escute, Olhe") pega na câmara e segue os seus passos, filmando 250 horas desse convívio e aprendizagem. A montagem final resultou num tratado de uma hora e meia sobre a loucura e a lucidez. PÚBLICO
 
 

 
O cineasta figueirense, Jorge Pelicano, esteve ontem no Grande Auditório do Centro de Artes e Espetáculos, onde decorre o Figueira Film Art ~Festival de Cinema da Figueira da Foz, a apresentar o seu documentário PARA-ME DE REPENTE O PENSAMENTO,  documentário impressionante, onde, paralelamente ao sentido estético da sua obra, decorre a vivência dum grupo de pessoas com perturbações mentais, num hospital psiquiátrico.
No final, Jorge Pelicano respondeu a várias questões levantadas por alguns elementos do público, explicando o conteúdo do seu trabalho e dos seus colaboradores, focando, esssencialmente, a ação do ator Miguel Borges, com um papel preponderante no documentário.
Um filme que merece ser visto.

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