terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O encerramento de O FIGUEIRENSE



Depois de ler a crónica, fiquei com a sensação que o seu autor conseguiu um feito notável.

A meu ver, conseguiu - pisando terrenos entre um inteligente totó e um lambe-botas mauzão - aquilo que no fundo queria: “agradar ao accionista do jornal”.
 

Foi um feito tão profissional e peculiar que explica, por si só, a liderança do jornal do casino durante 4 anos, uma tarefa só ao alcance de autênticos heróis, de tão exigente e sujeita a pressões “da mais diversa índole e origem.”

Naturalmente, que é mais fácil não ceder quando se tem retaguarda – “daí também a expressão pública do agradecimento ao Sr. Dr. Domingos Silva em hora do adeus!”
Fica-lhe bem,
senhor director, expressar o reconhecimento, a quem de direito: "não há ventos favoráveis para os que não sabem para onde vão".
Mas - e disso sei eu por experiência própria - "também não há ventos favoráveis para os coitados que vão muitas vezes ao Cabedelo, mas não levam prancha".

In Outra Margem

 

Um editorial digno do gato fedorento

 
Este editorial do número de hoje de "O Figueirense" faz-me lembrar um sketch do Gato Fedorento em que um matarroano, claramente comprado pelo poder, vai-se manifestar em frente ao hospital a favor do encerramento das urgências. No referido editorial só falta o autor apelar ao encerramento de "O Figueirense", ele está tão satisfeito com o fim do jornal como está o matarroano enquanto lhe estão a cortar uma perna. "Mais força" grita com entusiasmo o matarroano, enquanto lhe serram a perna. Joaquim Gil agradece enquanto lhe encerram o jornal...

In Klepsýdra

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