quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O Figueirense


“Unhappy end”
 
O órgão oficial do Casino da Figueira da Foz, segundo foi oportunamente anunciado pelo senhor Gil, encerra ingloriamente as suas portas, pondo fim ao que, em tempos, foi um prestigiado meio de comunicação social desta cidade da foz do Mondego.

O facto de O Figueirense há muito ter deixado de beneficiar dos laços de afinidade de individualidades que fundaram e mantiveram o jornal, com base na dedicação que, como figueirenses de coração os unia à Figueira da Foz, e, ao invés, ter passado a ser “orientado” por estranhos, teria, forçosamente, de o conduzir para este final.

O atentado que aqui, veementemente, denunciei, perpretado à memória do fundador do jornal, adulterando as raízes da sua fundação, numa atitude inicialmente à revelia do seu administrador, fruto dum conluio apancadado também ele tecido entre elementos estranhos à cidade, constituiu como que a pedra de toque para este funeral anunciado.

Na crónica que, pelo seu conteúdo, terá irritado Domingos Silva, já que este fez questão de se pronunciar no sentido de  que a administração ainda não tinha anunciado publicamente a decisão do encerramento, crónica que viria a  preceder uma série de editoriais que, como se diz na gíria jornalística, se limitaram a encher chouriços, salientava-se que o fecho de O Figueirense se devia a questões de ordem financeira.

A justificação

Aliás, Domingos Silva, já em 5 de outubro de 2011, justificando-se pelo desconhecimento da ação que, nas suas costas, alterara a ficha técnica do jornal, eliminando o nome do seu fundador Joaquim Gomes d’Almeida, salientva que “… o Casino Figueira, já pela terceira década consecutiva, sustenta o jornal tendo-se tornado a dado passo o seu accionista único, razão pelo qual continua a sustentá-lo. Com efeito a assim não ser o Jornal há muito teria desaparecido já que económica e financeiramente, comprovadamente não é viável.”

Personalidades

Aníbal Correia de Matos, jornalista que, ainda em vida, viu a Câmara Municipal da Figueira da Foz incluí-lo na toponímia local, veiculou a entrega de O Figueirense, ao Casino, na pessoa do então administrador da Sociedade Figueira-Praia, Fernando Alves do Vale, um tondelense ligado à Figueira por adoção, personalidade que, neste momento, deve sentir amargamente o infausto desfecho dum título que tanto admirou e que, embora agora de certo modo titubeante, prosseguia a longa caminhada em direção ao século.

Aliás, Aníbal de Matos, na linha do fundador do jornal (não só a história escrita o atesta, mas sobretudo quem viveu de perto a sua luta para a criação do título), seu tio, Joaquim Gomes d’Almeida, ambos santacombadenses visceralmente ligados à Figueira da Foz, foi uma dessas duas individualidades que indelevelmente ficam ligadas a este órgão da comunicação social regional.

Uns foram os impulsionadores, outros os coveiros!

Curiosamente, em 19 de novembro, um amigo bastante ligado à empresa detentora do título, enviava-me um e-mail em que podia ler esta passagem: “…Mais tarde [O Figueirense] haverá de renascer com HOMENS a sério...”

Para inferir-se de todo o historial relatado ao pormenor e documentalmente no blogue que se intitula JORNAL FIGUEIRENSE ADULTERA MEMÓRIA (http://jornal-figueirense-adultera-memoria.blogspot.com) tomo a liberdade de sugerir uma consulta, como, aliás, já o fizeram perto de 900 visitantes.

Aníbal José de Matos, Figueira da Foz, 26 de dezembro de 2012

 

 

 

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