quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Momento político



Coligados no bota-abaixo

 
Tudo leva a crer que o governo liderado por Passos Coelho, indigitado para o efeito pelo presidente da República, Cavaco Silva, vai ser derrubado pelos partidos da esquerda portuguesa, pese o facto de cada um deles, de per si, ter sido derrotado pela força PSD/CDS nas recentes eleições legislativas.

O Partido Comunista e o bloco de Esquerda, que durante a anterior legislatura, se atiraram com unhas e dentes ao Partido Socialista, acusando-o de se portar como uma força da direita, abraçam, agora, com um carinho que todos sabem soar a falso, a liderança de António Costa, apenas com o objetivo mais do que evidente, de deitar abaixo os que governaram Portugal nos últimos quatro anos.

O momento é de reflexão e de alguma perplexidade, ou melhor, de forte apreensão pelos tempos vindouros, já que uma grande parte dos portugueses teme que os enormes sacrifícios que lhes foram exigidos, para que Portugal não caísse na bancarrota, o tenham sido em vão.

As promessas são muitas, a esmagadora maioria dos portugueses deseja que a vida lhes sorria de forma duradoura, esquecendo-se que os frutos têm que ter a sua proveniência, o dinheiro não vai cair do ar e não é com pontapés nas pedras que a riqueza vai brotar.

A verdade é que todos esperam por dias melhores, porque ainda há quem acredita no Pai Natal, na varinha mágica e nos contos de fadas.

Uma coisa é certa: A esquerda coligou-se para o bota-abaixo. Formulam-se votos para que continue assim unida para o bem-estar dos portugueses sem que, a breve trecho, tenha de nos ser exigido muito mais do que o foi nos anos recentes.

Que a febre do poder não atraiçoe os que ainda acreditam em doces trilhos de promessas.

* Este artigo pode ser lido  em

                                            
 

 

 
 

 

 

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